Obras

Túnel para retirar trânsito junto da Igreja da Santíssima Trindade será concluído até 2012 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

O túnel rodoviário que vai retirar o trânsito da superfície junto da Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, vai ficar concluído até 2012, cinco anos após a inauguração do templo.

"Após a adjudicação, estima-se que a construção da passagem desnivelada será de 24 meses e fique concluída até 2012", disse à Agência Lusa o presidente da Sociedade de Reabilitação Urbana de Fátima (SRUFÁTIMA), Nuno Nobre.

Segundo Nuno Nobre, para ser encetada a construção do túnel, com um custo previsto actualmente de 9,1 milhões de euros acrescido de IVA, a pagar pelo Santuário de Fátima, falta a entrada em vigor do plano de pormenor, o que sucederá com a sua publicação em Diário da República.

"O plano permite despoletar o processo de execução, assim como o processo expropriativo", explicou.
Por outro lado, "o projecto de execução terá de sofrer alterações solicitadas pela Câmara Municipal de Ourém e pelo Santuário de Fátima, assim como terá de ser adaptado ao Código dos Contratos Públicos", adiantou, lembrando que o projecto data de 2005.

"Só após essa revisão poderemos dispor do valor definitivo actualizado para o preço-base a patentear a concurso de empreitada", adiantou o presidente da SRUFÁTIMA, acreditando que, "neste momento, não há nada que obste ao começo da obra".

O túnel, com cerca de 300 metros de extensão, vai ter duas faixas de circulação, uma em cada sentido e, assim que terminado, a sua superfície passa a ser uma praça exclusivamente de uso pedonal entre o Centro Pastoral Paulo VI e a Igreja da Santíssima Trindade.

Além do troço que compreende o túnel, está igualmente prevista a requalificação da restante Avenida D. José Alves Correia da Silva, numa extensão de dois quilómetros, entre as rotundas Norte e Sul, que passará a ser uma "grande alameda urbana", observou Nuno Nobre.

"A avenida passará dos 27 metros de largura a 54,57 metros, as vias de circulação ocuparão 10,90 metros e as áreas pedonais terão até 21 metros", concretizou o responsável.

O presidente da SRU frisou que a intervenção vai dar "qualidade ao espaço público", permitindo a sua "fruição pelos peregrinos e habitantes de Fátima", com vantagens para o comércio.

Nuno Nobre adiantou que este projecto vai também ter de ser adaptado ao Código dos Contratos Públicos, admitindo que venha, igualmente, a sofrer alguma correcção.
Ainda assim, apontou como valor dos trabalhos 9,3 milhões de euros, a que se soma o IVA.

O dirigente da empresa de capitais municipais referiu que o total do investimento previsto na avenida é de 18,7 milhões de euros, sendo o financiamento assegurado pela Câmara de Ourém, pela SRUFÁTIMA, Associação Empresarial Ourém/Fátima, Santuário de Fátima e Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, através do Programa Operacional Regional do Centro - "Mais Centro", e Estradas de Portugal.

 

FONTE: www.construir.pt

Actualizado em Quinta, 30 Julho 2009 15:56
 
Casais avança na construção de Campus de Justiça de Valongo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

O vereador do Urbanismo de Valongo manifestou a sua satisfação com o arranque da construção do novo Campus de Justiça do concelho, mas considera que a solução "foi tardia por parte de todos os governos".

"O actual tribunal não reúne condições mínimas para se fazer Justiça", frisou o vereador José Luís Pinto durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra do futuro edifício, em que substituiu o autarca Fernando Melo, que se encontra de férias.

O Tribunal de Valongo (distrito do Porto) encontra-se a funcionar há 14 anos em "instalações péssimas" e provisórias, num edifício habitacional que "está velho e necessita de reparações a vários níveis" e que não dispõe de salas de espera, de instalações sanitárias ou elevador, referiu.

Ainda assim, a segurança está assegurada no edifício durante o tempo de construção do novo Campus, "até porque a Câmara ajudou a fazer vistorias".

Em comunicado, Fernando Melo enumerou as várias carências do actual edifício em que "a sala de espera são as escadas, o arquivo é no elevador que não funciona e o quarto de banho para o público é no café mais próximo".
Lembrou que "em vão" a autarquia "tudo tem feito no sentido de resolver este problema", mas que "mais vale tarde do que nunca".

O Campus de Justiça de Valongo irá nascer num terreno junto à Avenida Emídio Navarro, ocupando uma área total de 9 800 metros quadrados e representando um investimento que ascende aos 9,5 milhões de euros, que incluem a aquisição do terreno, projectos, legalizações, obra e impostos.
O prazo de execução previsto é de cerca de 19 meses, desde o licenciamento até à entrega para arrendamento.

Após a execução da obra, a construtora CASAIS arrendará o edifício ao Instituto de Gestão Financeira e Infra-Estruturas da Justiça (IGFIJ), no âmbito de uma parceria público-privada.

O arrendamento por um período inicial de 15 anos (renovável) contempla a manutenção do edifício.
O edifício terá cinco pisos - três acima do solo e dois em cave -, sendo o piso zero destinado a acolhimento e encaminhamento do público geral, um gabinete de exames médicos e sala de imprensa.

No primeiro piso ficarão as salas de audiência, testemunhas e advogados, no segundo as secretarias e arquivos e no terceiro gabinetes de magistrados, salas de audiência preliminar, biblioteca, salas de reuniões e conciliações.
O Instituto dos Registos e do Notariado irá ocupar parte do piso zero e da cave.

FONTE: www.construir.pt

Actualizado em Quinta, 30 Julho 2009 15:57
 


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