A norte, um dos casos mais recentes e também mais polémicos remete para as esplanadas de ferro e vidro da Praça Parada Leitão, no Porto. Já depois de construídas, e a funcionar em pleno há alguns meses, receberam um parecer desfavorável do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico (Igespar).
A câmara considerou que o seu licenciamento não carecia de consulta prévia daquele organismo, por considerá-las estruturas amovíveis, mas o Igespar teve opinião contrária: tal como estão construídas apropriam-se do espaço público, já que após o fecho dos cinco estabelecimentos que servem, o espaço não é devolvido à fruição pública. A autarquia terá agora de encontrar uma solução - o parecer negativo do Igespar não fala na demolição das estruturas, mas solicita várias modificações às mesmas, nomeadamente reduzir ao mínimo as construções, que considera serem mais "uma ampliação dos estabelecimentos" do que esplanadas.
"Somos de entendimento que deverão ser previstas estruturas mínimas que permitam o nivelamento das plataformas, a colocação de toldos e eventualmente a arrumação do mobiliário necessário", diz o parecer.
Também na Póvoa de Varzim há uma esplanada que está a suscitar o alvoroço entre os comerciantes da Rua da Junqueira, para quem a estrutura tipo marquise colada a uma pastelaria afasta as pessoas das montras dos restantes estabelecimentos.