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Estradas de Portugal põe à venda antigas casas de cantoneiro |
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Quinta, 29 Julho 2010 17:57
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A empresa Estradas de Portugal (EP) colocou à venda 50 casas de cantoneiro. Os edifícios, dispersos por 18 concelhos do País, situam-se junto das estradas nacionais e foram, na sua maioria, construídos antes de 1950.
No site da Estradas de Portugal pode ver-se não só a base de licitação dos imóveis que vão a leilão como valor dos que já foram vendidos pela empresa. Ainda no fim do mês passado foram vendidos dois edifícios, um em Braga por setecentos e setenta mil euros e um outro em Viana do Castelo por um milhão e trezentos mil euros . Na área de Lisboa, por exemplo, os preços variam entre os 30 mil, em S. Domingos de Rana, e os dois milhões de euros, em Carnaxide.
Em comunicado, a EP diz que "este processo teve início em 2008" e tem como objectivo "a execução de operações de desinvestimento sobre os seus activos ociosos". No mesmo documento, pode ler-se também que "além destas [casas] a EP tem muitas outras que, presentemente, se encontram ocupadas com funcionários e ainda outras que não estão disponíveis para alienação."
Mas a necessidade de desinvestimento de activos ociosos não é o único objectivo desta iniciativa, com fim previsto para 2012. Segundo a mesma fonte a alienação deste tipo de imóveis, "à semelhança do restante património imobiliário da empresa que se encontra à margem das suas actividades operacionais", prende-se também com "o novo estatuto da EP e a sua missão empresarial enquanto Sociedade Anónima ."
Os interessados em adquirir alguma destas casas típicas de cantoneiro poderão fazê-lo através de dois modos: "leilões e venda por negociação."
O conjunto de imóveis colocados à venda destinam-se, regra geral, à habitação e os seus valores "são obtidos por avaliações de empresas externas e que representam o valor de mercado dos mesmos", sublinha o comunicado, adiantando que "estas alienações são precedidas de ampla divulgação nomeadamente a publicação de anúncios em jornais e no site da EP na Internet" de modo a facilitar a aquisição por parte de quem esteja interessado.
Segundo o Económico, a empresa Estradas de Portugal conseguiu arrecadar, durante o primeiro semestre deste ano, receitas no valor de 12 milhões de euros, com venda de terrenos e edifícios.
A mesma fonte revelou que nos últimos dez dias do presente mês, a empresa liderada por Almerindo Marques previa desenvolver um pacote de mais 20 leilões para venda de imóveis, o que aumentaria montante arrecadado até então.
FONTE: DN
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O primeiro hotel cinco estrelas |
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Quinta, 29 Julho 2010 17:57
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É o primeiro hotel de cinco estrelas de Vila Nova de Gaia, representa um investimento de 32 milhões e meio de euros e criará 106 postos de trabalho. O Yeatman Hotel - que se quer profundamente ligado ao vinho do Porto - não é, no entanto, obra consensual.
Inaugurado ontem - ainda que longe de estar completamente acabado - este é um equipamento que pretende ser "o melhor da cidade e uma referência nacional e mundial", avançou Adrien Bridge, presidente do The Yeatman. "Uma obra que nasceu contra tudo e contra todos", hiperbolizou Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia.
Não terá sido contra tudo e contra todos, mas lançou polémica. Não pelo investimento que representa no turismo e na revitalização do centro histórico - que parece ser uma necessidade que reúne consenso - mas pela sua dimensão estética. O hotel foi considerado, por algumas vozes, completamente desadequado ao espaço onde está implantado.
"Esta obra está completamente desenquadrada. Tem uma escala desmesurada, é demasiado grande e tem um desenho que em nada condiz com património da área", avançou o arquitecto Alexandre Burmester ao JN, acrescentando que "ainda por cima é um equipamento com um desenho a fazer de conta que é antigo".
Palavras duras, repetidas por diversas vezes, até mesmo num blogue denominado "A Baixa do Porto". Nesse Blogue um outro arquitecto, Pedro Figueiredo, entende (num post do passado dia 17), que o problema até não é a escala, mas a qualidade. Para este arquitecto é uma obra com uma arquitectura de "pastiche" e "sem linguagem assumida".
Certo é que, independentemente das críticas e dúvidas , este hotel - que o Governo considerou um projecto de interesse nacional l, decretando a suspensão do Plano Director Municipal de Gaia - cresceu entre as caves do vinho do Porto e representa um investimento único de 32 milhões e meio de euros que, mesmo às vozes mais críticas, não é indiferente.
"É evidente que vai criar postos de trabalho, é evidente que é um investimento na zona histórica e que revitaliza o centro histórico. Não é isso que está em causa", disse Alexandre Burmester.
Ao todo, são 29 mil metros quadrados - mais de metade jardins - ao serviço do turismo, ao serviço da revitalização de toda uma área. "Este hotel está a uma hora dos principais destinos do vinho do Porto", registou Adrien Bridge, acrescentando que "este hotel de luxo pretende atrair novos turistas, e definir, claramente, um destino". "Queremos fazer parte deste processo de requalificação do centro histórico", afirmou.
Para Luís Filipe Menezes, "a obra insere-se num plano estratégico que, para o centro histórico, quer mais turismo, mais jovens, lazer qualificado e cultura". O The Yeatman recebe os primeiros hóspedes a 7 de Agosto.
FONTE: JN
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Nível de confiança dos construtores de casas nos EUA fica abaixo do previsto |
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Quinta, 29 Julho 2010 17:57
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Os construtores americanos estão cada vez mais pessimistas. Em Julho, o nível de confiança foi abaixo do esperado, sendo o mais baixo registado no espaço de um ano.
O índice de confiança National Association of Home Builders/Wells Fargo, caiu este mês para os 14 pontos, o nível mais baixo desde Abril de 2009. O recuo nas vendas, qua se regista desde que expirou o prazo para a assinatura de contratos com direito a um crédito fiscal de oito mil dólares (6100 euros ao câmbio actual) inserido num programa do Governo americano para combater a crise no sector imobiliário, está a ser maior que o esperado. De acordo com economistas entrevistados pela agência económica Bloomberg, os encerramentos de empresas construtoras e o inventário da habitação prevêem uma taxa de desemprego de 9,5 por cento. David Sloan, um economista nova-ioquino, diz que “o sector imobiliário estará de «ressaca» nos próximos meses e ao que perece será muito desagradável”, o que poderá “pesar sobre o crescimento no terceiro e quarto trimestres”. Pior que o previstoUma previsão de 17 de Junho apontava para uma queda do índice para os 16 pontos, baseada numa média de 48 projecções realizadas por analistas, mas o que é facto é que a descida foi mais acentuada, fixando-se nos 14 pontos. As estimativas dos economistas variavam entre os 14 e os 18 pontos, visto que em 2009 o índice fixara-se nos 15 pontos. O índice de expectativas de vendas para os próximos seis meses diminuíu para 21 pontos, o nível mais baixo desde Março de 2009, quando se fixou nos 22 pontos. Em comunicado, Bob Jones, presidente da NAHB – National Association of Home builders, afirmou que se vai “continuar a registar uma acalmia na actividade de compra de casa após o término do programa de crédito fiscal para compradores. Muitas das vendas que deveriam ter ocorrido este Verão foram provavelmente adiadas de forma a cumprir o prazo do programa”. “Além disso, os construtores referem que está a haver uma hesitação sobre a compra de casas, devido à incerteza na economia global e nos mercados de trabalho”, adianta ainda o presidente da NAHB. Segundo dados da Mortgage Bankers Association, o número de pedidos de hipotecas para compra de imóveis também desceu para o nível mais baixo registado desde 1996.
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Parque de habitacão social em Portugal chega aos 97 mil fogos |
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Quinta, 29 Julho 2010 17:57
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São 22 mil edifícios distribuídos por 246 municípios, sendo o de Lisboa aquele que assegura a maior fatia. No boletim sobre a Caracterização da Habitação Social em Portugal em 2009, que acaba de ser divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística, há números que ajudam a perceber, por exemplo, que por cada mil fogos residenciais exisntentes no território nacional, 17 são propriedade das câmaras municipais. E que a gestao deste património gerou, em termos médios, um saldo positivo de 130 euros por fogo.
Muitas vezes se diz e escreve que as câmaras de Lisboa e Porto são os principais senhorios do país. O relatório do INE ajuda a dar-lhes escala: os dois muncípios, sozinhos, asseguram 36 por cento do total do parque habitacional social, com Lisboa a deter 22.315 fogos e o Porto 12.682 habitações. Mas é no Porto que a proporção é maior, já que tem uma maior concentração de fogos sociais por cada 100 mil habitantes: 6023 fogos, contra os 4650 por cada 100 mil habitantes de Lisboa.
"Durante o ano de 2009 os municípios portugueses executaram obras de conservação em 2 252 edifícios (10,2 por cento do total) e procederam à reabilitação de 6 636 fogos (6,8 por cento do total). Este património municipal gerou, em 2009, uma receita média por fogo de 706 euros, entre rendas cobradas e fogos vendidos. Por seu lado a despesa média (incluindo os encargos fixos) ficou-se pelos 676 euros por fogo", lê-se no relatório do INE, o que dá um saldo positivo de 120 euros por fogo. Porém, se a análise por feita numa malha mais finas, em não em termos medios dos 246 municípios/senhorios, constata-se que o município de Lisboa foi o que maior balanço positivo assegurou: (eve mais de mil euros de receita por cada fogo, e a despesa ficou-se pelos 420 euros; o município do Porto fica no extremo oposto e regista o maior défice: gastou 1718 euros por fogo, e teve de receita 604 euros.
A maior parte dos edifícios de habitação social de propriedade municipa foi construída depois de 1980 (12173 edificios) e depois de 2000 foram construídos "apenas" 4816.
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