Engenharia

Presidente da CCDR-LVT defende manutenção de Aeroporto da Portela PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) defendeu, hoje, a manutenção no aeroporto da Portela de uma pista para pequenos jactos e helicópteros.
"A Portela tem 600 hectares e uma parte deverá ser transformada num parque urbano e outra num parque empresarial, mas acho que se deve manter uma pequena pista para voos executivos de jactos e helicópteros", defendeu Fonseca Ferreira.

O responsável falava durante a apresentação à imprensa da versão preliminar do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROTAML), documento que Fonseca Ferreira disse esperar que entre em vigor em Março de 2010.

Depois de realçar os principais motivos que levaram à revisão do PROTAML, entre os quais a escolha da localização do Novo Aeroporto de Lisboa, o projecto de Alta Velocidade e as plataformas logísticas, Fonseca Ferreira apontou as fragilidades da AML que o novo documento pretende resolver: desordenamento urbanístico, problemas de mobilidade, riscos ambientais e exclusão social.

O PROTAML abrange os municípios de Alcochete, Almada, Amadora, Azambuja, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Sesimbra, Setúbal, Seixal, Sintra e Vila Franca de Xira, com uma população total de 2,75 milhões de habitantes.

FONTE: SIC

 
Água das condutas vai ser usada para produzir luz PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Condutas de água potável vão ser usadas para produzir energia. A primeira mini-hídrica arrancou no Algarve, a segunda será inaugurada no primeiro trimestre de 2010, em Aveiro. O que as distingue é a tecnologia utilizada.

Aveiro vai receber a primeira central de produção de energia a partir de uma rede de abastecimento de água potável. O projecto, ontem anunciado, tem uma capacidade de 0,085 Mw, o que equivale à potência instalada de 20 casas de habitação. Num ano, a empresa responsável estima que a instalação produza aproximadamente 550 Mw/hora.

O projecto está a ser desenvolvido e financiado pelo consórcio Spheraa/Luságua num investimento inicial de 200 mil euros, avançou João Pereira, sócio gerente da Spheraa, ao JN. A dona da estrutura é a Associação dos Municípios do Carvoeiro-Vouga, estando a gestão a cargo da Águas do Vouga.

A mini-hídrica vai ser instalada na central de abastecimento de água de Aveiro, mas o objectivo é avançar com o projecto para a generalidade da rede.

"Este é o pontapé de saída", disse o mesmo responsável, acrescentando que este é "um projecto com potências reduzidas, mas economicamente viável, em que o intuito é perceber se pode tornar-se num modelo de negócio". Trata-se então de uma mini-turbina instalada numa conduta de água. Ou seja, o consórcio detém uma conduta de entrada num dos reservatórios que abastecem a cidade e onde é instalado um "bypass". A energia é produzida através do movimento da água que faz girar as turbinas, sem comprometer a qualidade da água. Este sistema permite, em simultâneo, fazer o abastecimento da população e produzir electricidade.

As centrais de produção de energia a partir de uma rede de abastecimento de água potável não são novidade. Já em Março, a Águas de Portugal instalou uma central micro-hídrica na Estação de Tratamento de Águas (ETA) do Beliche, onde é aproveitada a energia cinética e potencial do caudal de água bruta para a produção eléctrica a utilizar naquela instalação. A diferença entre esta e a de Aveiro está na tecnologia utilizada. Em Beliche, o processo é feito através de uma bomba ao contrário que impulsiona água como uma turbina. A potência instalada é de 0,02Mw, sendo que anualmente a instalação produz 120Mw/hora. A Águas de Portugal prevê instalar a tecnologia em mais 70 locais, até 2014.

 

FONTE: JN

 
Gaia apresenta projecto de consolidação do cordão dunar com tecnologia holandesa PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Gaia, 05 Ago (Lusa) - O vice-presidente da câmara de Gaia apresentou hoje o projecto para a consolidação do cordão dunar do concelho que poderá recorrer à implantação de uma tecnologia holandesa designada por geotubos para "conquistar terra ao mar".

"Vamos conquistar terra ao mar. Aquilo que nos últimos anos tem acontecido é o processo inverso em todo o país e não queremos que Vila Nova de Gaia não continue na vanguarda das políticas ambientais territoriais e da orla costeira", salientou Marco António Costa durante a apresentação de intervenções já levadas a cabo no parque de dunas da Praia da Aguda.

O projecto de consolidação do cordão dunar de 63,6 hectares da costa da cidade, já em execução, foi apresentado pelo Parque Biológico de Gaia e contempla a colocação de novos regeneradores dunares - paliçadas - e a substituição dos actuais passadiços construídos com travessas de caminhos-de-ferro.

Estes novos passadiços visam evitar o pisoteio de forma a permitir a circulação da areia e o crescimento de plantas, interferindo o mínimo sobre o sistema dunar.

"A protecção da actual rede dunar, através de regeneradores e passadiços é um investimento de 1,2 milhões de euros", salientou Marco António Costa.

A câmara também encomendou às universidades do Porto e Minho um 'Estudo do Risco de Erosão do Litoral do Concelho de Vila Nova de Gaia' que acompanhe a evolução morfodinâmica da faixa costeira e sirva de suporte científico e técnico a decisões e opções futuras.

"Com este estudo vamo-nos habilitar, do ponto de vista técnico, para saber com precisão o que em cada sítio da costa tem de ser feito", explicou o vice-presidente.

Também em estudo está a possibilidade de instalar, na costa de Gaia, um sistema originário da Holanda e "completamente inovador em Portugal" que passa pela colocação de geotubos (tubos tecidos em polipropileno especial e enchidos com areia local) sob as areias e de telas tecidas e reforçadas com comento.

"É uma tecnologia que vai garantir não só a retenção da areia mas também a preservação e o crescimento das praias em Vila Nova de Gaia", sublinhou Marco António Costa, adiantando que esta tecnologia será produzida por uma empresa do concelho.

Com este projecto, a autarquia arcou com todas "as responsabilidades de verticalmente assumir com todas as políticas de defesa da sua costa", quer as responsabilidades municipais quer as do Ministério do Ambiente.

O presidente da administração do Parque Biológico de Gaia, responsável pela proposta, frisou que a tecnologia de geotubos "consiste nuns grandes monumentais tubos de polipropileno, cheios no local com areia e que vão provocar a sedimentação da areia que anda em deriva oceânica".

A consolidação do cordão dunar é importante para "a segurança da costa" em que "a única coisa que separa as casas e construções do mar é a praia e as dunas", destacou Nuno Oliveira, frisando a necessidade de a areia ser "consolidada pela vegetação".

Acrescentou que o projecto não estará concluído antes de 2011 e que os resultados visíveis num curto espaço de tempo serão a sedimentação de areia.

 

FONTE: Lusa

Actualizado em Sexta, 07 Agosto 2009 11:51
 
Jovens arquitectos apresentam ideias para tornar sustentáveis quatro bairros lisboetas PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Mais de 30 jovens arquitectos, engenheiros, paisagistas e agrónomos apresentam amanhã as suas propostas para tornar mais sustentáveis as zonas lisboetas de Sete Rios, Praça de Espanha, Bairro Azul e Entrecampos. O projecto surge no âmbito do Master em Arquitectura Paisagística.

Divididos em cinco grupos multidisciplinares, os jovens trabalharam sobre um plano da autarquia para a área do Vale Central de Lisboa. Os estudos foram acompanhados de perto por professores de Espanha, Itália, Suécia e Eslovénia.

"A intenção foi fazer uma crítica positiva e trabalhar a área definida sob vários pontos de vista, que vão do sistema hidrológico à sustentabilidade ambiental, tentando encontrar a melhor forma de estabelecer relações entre algumas zonas da cidade", explicou Antonio Angelillo, do Centro Italiano de Arquitectura (ACMA). Esta instituição, bem como a Universidade Politécnica da Catalunha, organizam o seminário Internacional de Projecto "Refazer Paisagens. O Vale Central de Lisboa", onde amanhã as propostas serão apresentadas.

"Lisboa tem muitos desníveis do ponto de vista da orografia e a ideia era encontrar pontos críticos de ligação entre a parte alta e a parte baixa da cidade", explicou, dando como exemplo a rede de ciclovias já projectada.

Angelillo sublinhou que “é preciso lembrar que a arquitectura paisagística não é só os jardins. Ela trabalha todo o território. No fundo, é para tornar Lisboa numa cidade mais sustentável, do ponto de vista ambiental e cultural".

FONTE: Público
Actualizado em Sexta, 07 Agosto 2009 11:40
 


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