As novas aberturas de espaços comerciais atingirem em 2010 um mínimo histórico, com apenas dois projectos inaugurados durante o ano. Também a procura de escritórios na grande Lisboa caiu para dados mínimos, pressionando a quebra nas rendas, segundo a consultora Cushman &Wakefield, que acaba de divulgar os seus resultados para 2010


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A procura imobiliária do segmento de escritórios estabeleceu um mínimo histórico em 2010, desenhando uma quebra de 11 por cento face a 2009 e de 60 por cento face a 2008. a consultora explica que as transacções que se realizaram foram sobretudo motivadas pela poupança de custos, pela relocalização ou pela redução de espaços. As rendas medias protagonizaram quebras acentuadas e as rendas prime estão também sob pressão.
Ao nível do retalho comercial, a consultora explica que os níveis de procura acabam, tambem por reflectir a actual situação do mercado, onde a redução de interesse é evidente. Actualmente estão em construção apenas 180 mil metros quadrados de conjuntos comerciais – muito longe dos quase 700 mil metros quadrados atingidos em 2003.
Em termos de investimento no sector imobiliário, o ano de 2010 marcou uma redução do volume do investimento estrangeiro, que normalmente atinge metade dos investimentos efectuados, e que em 2010 se ficará pelos 30 por cento. Segundo as previsões da Cushman &Wakefield o volume de activos transaccionados não deverá atingir os 600 milhões de euros, numa actividade muito impulsionada pelos fundos nacionais que asseguraram cerca de 60 por cento do capital investido.
Eric van Leuven explicou à Lusa que os investidores estrangeiros retiraram Portugal da sua lista de países alvo devido à “falta de credibilidade”, uma situação que se manterá “enquanto houver incertezas sobre a consolidação das finanças públicas, a entrada ou não do FMI e mais medidas de austeridade”.
Apesar da retracção no mercado imobiliário, os resultados da Cushman estiveram acima das expectativas, ao conseguir um crescimento da facturação de 17 por cento, face a 2009. Em jeito de antevisão para 2010, a consultor espera que o volume de procura de escritórios permaneça “modesto” e que possa haver um “novo alento” no sector industrial com o arranque das plataformas logísticas do Poceirão e do Porto de Leixões.