Arquitectura e Urbanismo

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A S.P.O.T. e a Fortifeio, arquitectura e derivados, juntam-se numa parceria sustentável, para organizar o workshop de "Manuais de instruções para casas pouco banais", nos dias 22, 23, 24, 28 de Outubro e 04 de Novembro.

Este workshop pretende inserir-se no âmbito dos estudos sobre a sustentabilidade na edificação e a comunicação, sendo dirigido a arquitectos, engenheiros, designers ou promotores imobiliários, sensibilizados com as questões ambientais.

Apoiados na observação de um caso prático, uma habitação unifamiliar, propõese aos participantes a reflexão sobre regras de construção sustentável e processos de comunicação com os utilizadores finais dos edifícios por meio de um manual de instruções. Depois das fases de aprendizagem teórica e de observação de um exemplo pratico, os participantes terão, como trabalho que elaborar um manual de instruções.

A gestão e logística é da responsabilidade da S.P.O.T. (Sociedade Portuense, Outras Tendências, lda), com colaboração e apoio à coordenação pelo grupo Fortifeio ...arquitectura e derivados. A Ordem dos Arquitectos SRN promove e divulga nos seus meios habituais esta iniciativa, assim como cede o seu espaço de formação para as sessões de apresentação teóricas e de trabalho.

 

Para efeitos de Admissão na Ordem dos Arquitectos, o presente Workshop equivale a 8 créditos de "Formação Obrigatória em Matérias Opcionais de Arquitectura". Esta iniciativa conta ainda com a participação do Laboratório de Infografia da U.P., LiderA e BioBurgos.

As inscrições estão abertas até ao dia 17 de Outubro. Toda a informação está disponível emwww.fortifeio.pt ou através do 938 420 801 (Joana Lima).

Actualizado em Sexta, 09 Outubro 2009 15:32
 
A Cidade Invisível PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Estávamos perto do verão e a cidade encontrava-se vazia. Apesar das temperaturas estarem amenas e de uma leve brisa soprar, as ruas escasseavam de vida. Raras eram as pessoas que deambulavam pelas praças e ruas que povoavam o centro da cidade. Os automóveis, esses circulavam, as lojas apesar de vazias estavam abertas e os cafés, fóruns de um passado recente, teimavam em dispor cadeiras e mesas nos passeios apesar destas permanecerem infinitamente vagas. Mas engane-se quem pensa que as ruas povoadas de automóveis estacionados e em compasso de espera são sinónimo de vida urbana. Estes não são mais do que cápsulas que rompem pelo tecido urbano ligando pontos distantes dentro e fora da cidade. Não fazem uso dela e no entanto estão lá, ocupam-na friamente e preenchem os vazios deixados pelas pessoas.

Mas porque razão não estavam as pessoas a caminhar pelas ruas? Porque permaneciam as lojas inutilmente abertas? Porque é que os bancos e as sombras das árvores que povoam as praças continuavam de vago? E porque é que os cafés teimavam em chamar os transeuntes que por lá não passam? Era estranho… ou talvez não. Teria que ver com algum acontecimento? Algum evento que teria transportado as pessoas para algum outro local? Ou será que a cidade havia deixado de ter significado enquanto estrutura socio-cultural de uma comunidade que a usa e que dela depende? Mas o que era feito das comunidades? Onde estavam elas? A cidade estava deserta… E no entanto vislumbravam-se grupos de pessoas que percorriam as ruas e praças, parando aqui e ali, olhando de um lado para o outro e fotografando cada detalhe do que se lhes aparecia à frente. Afinal as pessoas estavam lá, as comunidades existiam, as ruas eram atravessadas e nas praças juntavam-se grupos de pessoas com interesses comuns. Mas que estranhos seres eram estes que insistiam em contrariar a monotonia em que a cidade se tinha transformado? Que faziam eles a caminhar pelas ruas e a entrar nos cafés? Não saberão que já ninguém caminha pelas ruas ou se senta nas praças? Não pareciam habitar a cidade, mas já há muito que se tornaram parte do quotidiano desta. Insistiam em percorrer as ruas à procura de uma realidade passada, de uma vida que se esgotou por entre as fachadas de granito que se elevam das calçadas. Suportavam-se de livros ilustrados com indicações do que deviam ver, por onde deviam passar e do que deviam comer e cheirar. Mas tudo continuava a estar desprovido de conteúdo, as estruturas da cidade continuavam a viver, mas já não havia quem vivesse nelas. A cidade tinha-se tornado num parque de atracções. Vinham turistas de toda a parte para experimentar aquilo que lhes disseram que a cidade foi. Mas as ruas e as praças estavam vazias, pontuadas com postos de venda de postais que ilustravam as mesmas praças povoadas e úteis. Mas a cidade estava esquecida…

Por isso criavam-se, cada vez mais, novas estruturas para albergar todos os visitantes que desejavam dirigir-se às mesmas praças e ruas que conheceram através de um álbum de recordações vendido numa qualquer parte do mundo. Uma vez que a cidade tinha deixado de ter habitantes, transformavam-se as suas estruturas e convertiam-se os seus edifícios públicos em hotéis, centros comerciais, postos de turismo e lojas de souvenirs. Mas mantinham-se as fachadas e tudo aquilo a que os visitantes pagaram para ver. Não os podíamos desapontar, tudo fazia parte do pacote que escolheram. E os mercados? E as lojas? Também eles não escapavam. Tudo ia sendo reciclado. Do velho tornava-se a novo e do vazio, conseguia-se esvaziar ainda mais. Afinal as únicas pessoas que ainda percorriam as ruas eram esses turistas, que seguiam rotas e percursos estabelecidos, ao longo de fachadas que se assemelhavam a molduras esquecidas algures numa galeria, também ela algures esquecida. E sem que se notasse, tudo ia sendo transfigurado. E a memória, essa já há muito que havia fugido da cidade. Foi provavelmente a primeira, antes das pessoas. Pois só quando a memória foi esquecida é que a cidade se tornou neste deserto de granito, onde já nem sequer aqueles que aí haviam nascido conseguiram resistir à tentação de dali fugir.

Terá sido apenas um sonho?

Actualizado em Sexta, 09 Outubro 2009 15:33
 
Concreta 2009 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
20 a 24 de Outubro de 2009
Rentabilize a sua visita!Participe!
A menos de um mês da realização da 24ª edição da
CONCRETA - Feira Internacional de Construção e Obras Públicas, a decorrer na Exponor – Feira Internacional do Porto entre os dias 20 a 24 de Outubro, está já programado um painel de manifestações simultâneas aliciante e enriquecedor.

Congresso Concreta Reabilitar.Habitar
Prémio Concreta Design 09
• Lançamento do livro Reabilitar.Habitar
Concurso Artes & Ofícios 09
• Conferência O MAGHREB – Oportunidades de Construção, Obras Públicas e Infra-Estruturas
Seminário O sector do ambiente na construção civil – desafios e oportunidades
• Seminário Qualidade do ar interior e papel dos materiais de construção
Seminário Tecnologias de Injecção aplicadas à Geotecnia e a outros domínios da Engenharia
• Encontros Empresariais
Seminário MÉXICO – O Plano de Infraestruturas 2007-2012 e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas
• Seminário APEMIP
Seminário Regras da contratação pública nas empreitadas de obras públicas
• Seminário APCMC
• Seminário Segurança Contra Incêndios em Edifícios (SCIE)
Conferência Como reduzir para metade o impacto ambiental dos edifícios
• Seminário sobre Marcação CE (Alterações previstas para breve / Que balanço fazem os utilizadores ao fim de 7 anos?)
• Seminário A Engenharia e a Construção a partir da Lei 31/2009 (revoga o dec-Lei 73/73)
• Seminário Qualificação e prática na reabilitação do Património
Workshop «Obras em Aço Leve Galvanizado» (CMM)
Seminário MÉXICO - O Plano de Infraestruturas 2007-2012 e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas

Actualizado em Sexta, 09 Outubro 2009 15:35
 


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