Arquitectura Paisagista

Green Project Awards estão de volta: PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

A terceira edição dos Green Project Awards vai distinguir os projectos mais sustentáveis de Portugal. Os vencedores serão divulgados em Outubro.

http://www.sic.pt/online/noticias/vida/green+project+awards.htm

Data do Artigo: 26-07-2010 22:01
Categoria: Vida


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UE dá 8 milhões para projectos ambientais PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
  • Amazónia
São 7,6 milhões de euros, dirigidos a 7 projectos, que Portugal tem para gastar na área ambiental no quadro do fundo europeu para o Ambiente, no valor total de 249,8 milhões de euros.

Entre as candidaturas provenientes de Portugal na terceira vaga do programa «Life+», o fundo europeu para o ambiente 2007-2013, Bruxelas escolheu sete projectos, avança a Lusa.

Entre os escolhidos estão quatro na área da Natureza, com um co-financiamento de cinco milhões de euros, a serem executados pela Quercus (dois), Universidade de Aveiro e Serviço do Parque Natural da Madeira.

A lista completa-se com dois projectos no domínio da informação e comunicação, que serão desenvolvidos pelo Serviço do Parque Natural da Madeira e pelos Parques de Sintra ¿ Monte da Lusa, e ainda um projecto em matéria de governação e política ambiental, da autoria do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, com dotação de 1 milhão de euros.


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Já há árvores a morrer no Príncipe Real PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Dois meses depois da reabertura do jardim, há vegetação moribunda e muito pó pelo ar. Os críticos da obra falam em incúria da Câmara de Lisboa.

Faz hoje dois meses que reabriu, e, de então para cá, o Jardim do Príncipe Real ganhou uma nova e indesejada cor: o pó branco que se solta do piso colocado pela Câmara de Lisboa espalha-se por todo o lado, cobrindo carros, bancos e plantas. Basta uma lufada de vento para se formar uma nuvem no horizonte. Comerciantes e utilizadores do jardim, onde é visível que algumas das árvores plantadas em Maio estão moribundas, queixam-se também da falta de sombra e dizem que com as obras o espaço ficou menos acolhedor.

"Não sei qual foi a ideia deles. Isto agora é como se fosse um picadeiro de cavalos", lamenta Amândio Oliveira, que há três décadas explora ali um quiosque de comida. Este comerciante garante que desde o fim das muito polémicas obras de requalificação que ouve sobretudo reclamações dos clientes, principalmente por causa do pavimento de saibro estabilizado que foi colocado em substituição do alcatrão.

"Não sei por que puseram este chão", corrobora Henrique Neves, enquanto com a mão procura limpar uma fileira de revistas cobertas de "um pó fininho que se entranha em todo o lado". Do quiosque de jornais e revistas onde trabalha, este empresário tem vista privilegiada para o jardim e para os seus assentos, que por estes dias são mais brancos do que castanhos.

Também os carros estacionados nas ruas que envolvem o Príncipe Real sofrem do mesmo problema e há moradores que agora optam por abrir o mínimo possível as janelas de casa.

O biólogo Rui Pedro Lérias lembra que o omnipresente pó também prejudica as plantas, na medida em que as impede de respirarem com eficiência e propicia o aparecimento de doenças nas folhas. Membro dos Amigos do Príncipe Real, um grupo que se formou em 2009 em torno da indignação contra o abate de árvores, este biólogo critica também que os choupos que ladeavam o jardim tenham sido retiradas de uma só vez, eliminando a "cortina de protecção" existente.

Num passeio pelo jardim, Rui Pedro Lérias e Jorge Pinto (outro dos dinamizadores do grupo) apontam com desalento para vários liquidámbares e uma tília moribundos. O biólogo fala em "incúria", explicando que as árvores não vingaram porque foram plantadas na altura errada e depois de terem estado demasiado tempo à superfície sem serem regadas.

"Isto hoje é uma chapada de sol", comenta Jorge Pinto, que critica também que as áreas relvadas de antigamente estejam hoje transformadas em zonas calcetadas ou em canteiros com vegetação pouco densa.

Sentado num dos bancos por baixo do secular cedro-do-buçaco, o septuagenário Luís Cruz não tem dúvidas de que "antes da obra isto estava melhor do que está agora" e diz que fez questão de isso mesmo dizer ao presidente da Câmara de Lisboa no dia em que o jardim reabriu. "Como é que pode ser? As pessoas têm de saber o que andam a fazer", conclui, incomodado.

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A arte pode ser uma arma para a reabilitação da Baixa do Porto PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quando, em Maio, convidados pela Culturgest para desenvolverem um projecto na cidade, chegaram ao Porto, os austríacos Martina Reuter e Wolfgang Zinggl tinham pesquisado alguma coisa na Internet e traziam algumas ideias sobre o trabalho que podiam levar a cabo. Acabaram por ser surpreendidos pela arquitectura de uma cidade que, porém, se revelava extraordinariamente arruinada, ao abandono. E tomaram a decisão: tentariam fazer alguma coisa que pudesse ajudar a recuperar a enorme quantidade de bonitos prédios vazios do centro da cidade.
O prédio da Rua de António Cândido vai acolher estudantes

O projecto a que o colectivo artístico WochenKlausur meteu ombros tem estado a ser trabalhado desde então e deverá ser publicamente apresentado no próximo sábado, durante uma conferência/debate que terá lugar no espaço da Culturgest da Avenida dos Aliados. Propõe-se encontrar uma forma de recuperar edifícios recorrendo à comunidade universitária da cidade: os estudantes fazem as obras de reabilitação dos imóveis e conquistam, desse modo, o direito de ficarem a residir nas casas recuperadas durante alguns anos, devolvendo-as depois aos proprietários em bom estado de conservação.

Para já, os WochenKlausur seleccionaram um grupo de nove estudantes com capacidades específicas e conseguiram suscitar, pelo menos, a atenção da Câmara do Porto para o projecto. A autarquia indicou um imóvel municipal da Rua de António Cândido, os austríacos já viram o prédio por fora e devem hoje poder ver o interior - o acesso está tapado por blocos de cimento -, para decidirem os passos seguintes. Ou a casa serve para o efeito pretendido, ou será preciso procurar outra.

Depois, será ainda preciso mobilizar apoios de empresas que possam facultar os materiais necessários à intervenção e acertar com a autarquia os detalhes do contrato a estabelecer. "Mas queremos ter tudo definido até ao final do mês", disse ao PÚBLICO Wolfgang Zinggl, segundo o qual, dos 29 projectos já levados a cabo pelo colectivo (ver caixa), só dois não foram concretizados.

"Acreditamos que a arte pode ser usada para resolver problemas concretos. No Porto, notámos que a deterioração dos edifícios é um problema importante e é uma pena. A desertificação dos centros urbanos existe em muitos sítios, mas é raro suceder em cidades tão interessantes do ponto de vista arquitectónico", explica Zinggl. "Quisemos, por isso, tentar encontrar um modelo que ajude a resolver este problema", acrescentou.

Os austríacos acreditam que este projecto pode criar raízes e ser, depois, testado e alargado a outras pessoas, que não sejam estudantes mas estejam disponíveis para recuperar casas, municipais ou privadas, recebendo, em troca, o direito de lá ficarem a morar durante alguns anos. "O modelo até pode ser exportado para outras cidades", diz Wolfgang Zinggl, que considera "uma pena" o estado em que alguns edifícios se encontram. "Faz muita impressão."

Para além de conseguirem uma casa para executar o projecto e de reunirem patrocínios para a intervenção, os WochenKlausur propõem-se ainda providenciar apoio de engenharia e arquitectura, caso venha a ser necessário. "Ainda não vimos a casa que nos foi indicada por dentro. Pode estar demasiado degradada. Os estudantes podem não ser capazes", explicou Zinggl.

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Pinhal em área de paisagem protegida PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
O pinhal de Ofir insere-se na Área de Paisagem Protegida de Esposende e do Parque Natural do Litoral Norte. Na zona estão edificadas três torres habitacionais cuja demolição está prevista desde 2002, quando José Sócrates era ministro do Ambiente, mas que até hoje nunca foi concretizada. O custo da implosão e das indemnizações é demasiado elevado e é superior ao investimento necessário para o reordenamento do Litoral e da Área de Paisagem Protegida, cerca de dez milhões de euros. A opção da demolição das três torres de Ofir foi decidida dado que os edifícios são apontados como uma das principais causas da erosão e quase desaparecimento das praias.



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