Dilma: «Austeridade não é solução para a crise» PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Dilma Rousseff garantiu esta segunda-feira, em Bruxelas, que não tomará medidas de austeridade fiscal para fazer frente aos efeitos da crise económica.
Em declarações à imprensa, em Bruxelas, a Presidente brasileira relembrou o período de dificuldades passado pelo Brasil nas décadas de 1980 e 1990 e criticou as medidas «extremamente recessivas» adoptadas na altura. Políticas que, afirmou, só serviram para gerar estagnação e desemprego.
«Dificilmente» se consegue sair da crise sem aumentar o consumo, o investimento e a nível de crescimento da economia. «Os países devem agir para evitar que seus povos vivam o desemprego e perdas dos direitos sociais», defendeu Dilma, acrescentando que o seu país tem conseguido aliar crescimento a distribuição de rendimentos.
Estas declarações foram proferidas após um encontro bilateral com o primeiro-ministro belga, Yves Leterme.
Segundo fontes oficiais do Governo brasileiro, a crise económica e financeira mundial foi o principal tema da reunião entre os dois líderes. Ambos evitaram comentar uma eventual ajuda dos BRICS (Brasil, Rússia, China e África do Sul) às nações mais desenvolvidas que atualmente enfrentam dificuldades com a crise.
O encontro bilateral de hoje, em que Dilma Rousseff garantiu o apoio belga a um lugar permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, precedeu o jantar em que marcará ao fim do dia de hoje a abertura da V Cimeira União Europeia/Brasil, que pela primeira vez será realizada com a presença da Presidente brasileira.
FONTE: AGÊNCIA FINANCEIRA

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Actualizado em Segunda, 10 Outubro 2011 15:10