LNEC diz que ponte do IP3 pode manter-se em serviço PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) considera que a ponte do Chamadouro, no IP3, pode manter-se em serviço apesar de se dever manter um acompanhamento próximo já que em 2009 apresentava um «estado de degradação preocupante».
Em comunicado, os técnicos do LNEC consideram que os elementos que têm sido recolhidos (que não são especificados na nota enviada) «permitem sustentar a decisão de manter em serviço» as pontes do IP3, ainda que seja «absolutamente necessário manter o acompanhamento próximo» daquelas estruturas viárias.
O laboratório reconhece, no entanto, que em 2009 a ponte do Chamadouro apresentava um «estado global de degradação preocupante», não tendo sido entretanto detectados indícios de agravamento da situação.
O LNEC, que está a colaborar com a Estradas de Portugal na avaliação das condições da ponte, refere que «os elementos relativos ao estado de conservação destas obras, analisados por técnicos do LNEC em 2009, evidenciavam um estado global de degradação preocupante, resultante de um processo evolutivo e irreversível». No entanto, «até à data», a avaliação da evolução das condições de segurança da ponte não detectou «indícios de agravamento da situação».
De acordo com um relatório do LNEC, citado num despacho do Diário da República, esta ponte que atravessa a albufeira da Aguieira, situada sensivelmente a meio do percurso do IP3 entre Viseu e Coimbra e na divisão dos municípios de Santa Comba Dão e Mortágua, apresenta um «risco considerável» de ruir.
No entanto, o ministério da Economia e do Emprego, que tutela as Obras Públicas, assegurou à Lusa que esse risco não existe. Fonte da tutela referiu que a ponte «não está em risco de colapsar», explicando que, «não havendo indícios de colapso iminente, há sinais que impõem que se faça uma ponte nova». Por isso, foi «dispensada a necessidade de um estudo de impacto ambiental para uma obra que é necessário fazer».
No despacho do Diário da República, assinado pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e pelo secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, refere-se ainda que «a inviabilidade de reabilitação dos pilares e fundações constitui um factor adicional de risco elevado de a atual ponte ruir, tornando assim imperiosa e urgente a antecipação da construção da nova ponte e a consequente transferência do tráfego existente na antiga ponte para a nova».

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Actualizado em Segunda, 03 Outubro 2011 08:36