| Renovação urbana avança para Braço de Prata |
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A construção da urbanização dos Jardins Braço de Prata, em Lisboa, arrancou hoje, 12 anos depois de o projeto ter sido apresentado, «retomando o processo de regeneração urbana iniciado com a Expo'98», disse o presidente da Câmara
A urbanização representa um investimento privado de 220 milhões de euros, vai ocupar nove hectares, ou seja, nove campos de futebol, nos terrenos da antiga fábrica de material de guerra.
O complexo vai incluir 499 fogos e mais de 4000 lugares de estacionamento, além de equipamentos comerciais e espaços verdes.
Doze anos depois da apresentação do projeto aos serviços municipais, hoje teve lugar a cerimónia de lançamento da primeira pedra da construção dos Jardins Braço de Prata, o que, para o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, «retoma o processo de regeneração urbana que se iniciou com a Expo '98, que vai prosseguir o seu caminho até ao centro da cidade».
António Costa considerou, em declarações à agência Lusa, que, durante os 12 anos que a obra não arrancou, «houve uma ruína, quando se podia ter vida».
«Custou caríssimo à cidade, também do ponto de vista económico. Doze anos de paralisação custa muito dinheiro e não é possível que uma cidade tenha estes momentos de paralisação», disse o autarca.
«Felizmente, hoje, temos um Plano Diretor Municipal [PDM] quase concluído, diversos instrumentos de ordenamento de território em conclusão, de modo que cada vez fica mais claro o que é que se pode ou não fazer», acrescentou.
Além desta urbanização, na zona do Braço de Prata, está em fase de aprovação na Assembleia Municipal de Lisboa o Plano de Pormenor da Matinha e o Loteamento da Tabaqueira, o que vai permitir a requalificação daquela zona e «12 hectares de parques fluíveis pelos cidadãos, desde a construção até ao rio».
«Agora temos o muro que vedava todo este espaço da cidade e tínhamos aqui a fábrica de material militar, quatro faixas de rodagem na Via de Cintura do Porto de Lisboa. Agora vamos ter 12 hectares que podem ser aproveitados pelos lisboetas», avançou António Costa.
O projeto Jardins Braço de Prata prevê o desvio do trânsito na Praça 25 de Abril, impedindo a circulação automóvel na Via de Cintura do Porto de Lisboa nos 500 metros em frente à urbanização, referiu hoje o arquiteto responsável, Renzo Piano.
«É toda esta intervenção que reforça a sustentabilidade da nossa cidade», sublinhou António Costa.
«Esta obra é muito importante porque se insere num conjunto de intervenções por toda a frente ribeirinha. São estes 19 quilómetros que têm uma riqueza única no panorama internacional», considerou.
Com os Jardins Braço de Prata serão criados 500 postos de trabalho durante a construção e 450 na fase de exploração do empreendimento. De acordo com o promotor - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Lisfundo/Obriverca - serão pagos 100 milhões de euros em impostos.
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| Actualizado em Sexta, 17 Dezembro 2010 10:10 |